quinta-feira, 23 de março de 2017

Protomártires do Brasil serão canonizados

Papa aprovou canonização dos beatos André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e 27 companheiros mártires
O Vaticano informou na manhã desta quinta-feira, 23, que o papa Francisco recebeu o prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, cardeal Angelo Amato, e aprovou os votos favoráveis da Sessão Ordinária dos membros da Congregação a respeito da canonização dos beatos André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, sacerdotes diocesanos, e Mateus Moreira, leigo, e de seus 27 companheiros mártires, assassinados por ódio à fé, em dia 16 de julho de 1645 e 3 de outubro de 1645, no Rio Grande do Norte, conhecidos como protomártires do Brasil.
O nome de protomártires foi dado na ocasião da visita do papa João Paulo II, em 13 de outubro de 1991, na missa de encerramento do XII Congresso Eucarístico, ocorrido em Natal (RN). Os locais de martírio, Cunhaú e Uruaçu, estão na circunscrição eclesiástica da arquidiocese potiguar. 
Durante o encontro na manhã de hoje, o pontífice autorizou também a Congregação a promulgar o Decreto a respeito do milagre atribuído à intercessão do beato Francisco Marto e da beata Jacinta Marto, dois dos Pastorinhos de Fátima.

Martírio de Cunhaú

No dia 16 de julho de 1645, os holandeses que ocupavam o Nordeste do Brasil, chegaram a Cunhaú, onde residiam vários colonos ao redor do engenho, ocupados no plantio da cana-de-açúcar. Era um domingo. Na hora da missa, 69 pessoas se reuniram na capela de Nossa Senhora das Candeias. A capela foi cercada e invadida por soldados calvinistas e índios que trucidaram a todos que aí estavam, inclusive o pároco, padre André de Soveral que celebrava a missa. Não opuseram resistência aos agressores e entregaram piedosamente suas almas a Deus.

Martírio de Uruaçu

Após o acontecimento de Cunhaú, muitos moradores de Natal pediram asilo no Forte dos Reis Magos ou se refugiaram em abrigos improvisados. No dia 3 de outubro, foram levados para as margens do Rio Uruaçu, onde os aguardavam índios e soldados holandeses armados. Eram cerca de 80 pessoas. Os holandeses, de religião calvinista, trouxeram um pastor protestante para demovê-los de sua fé católica. Todos resistiram a esta tentativa e foram barbaramente sacrificados. Entre eles estava Mateus Moreira que, ao lhe ser arrancado o coração pelas costas, morreu exclamando "Louvado seja o Santíssimo Sacramento".
Entre os mártires, há dois sacerdotes. Vinte e sete são brasileiros natos, um português, um espanhol e um francês. Padre André de Soveral, padre Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e outros vinte e sete companheiros foram beatificados por são João Paulo II, em 5 de março de 2000.
 CNBB
Mais informações:
. Cacilda Medeiros – assessoria de comunicação da Arquidiocese de Natal – (84) 3615-2800 / 99968-6507
. Luiza Gualberto - assessoria de comunicação da Arquidiocese de Natal – (84) 3615-2800 / 99936-3663
A Igreja no Brasil está em festa: o Papa Francisco aprovou a canonização dos protomártires André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, sacerdotes diocesanos, e Mateus Moreira e seus vinte e sete companheiros leigos.
Em 1645, no Rio Grande do Norte, eles derramaram seu sangue por amor a Cristo. A aprovação da canonização saiu no decreto da Congregação para a Causa dos Santos que recebeu a aprovação do Papa Francisco. O documento foi divulgado hoje pelo Vaticano.
Os chamados mártires de Cunhaú e Uruaçu foram beatificados no ano 2000. “Desde então, o processo se intensificou e agora com esta aprovação do Santo Padre temos como certa a canonização”, disse o arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha.
Dom Jaime diz que a Igreja no Brasil, em especial no Rio Grande do Norte, está em festa com a notícia e deve dar graças a Deus pela canonização desses mártires. “Isto para nós é motivo de alegria; que a intercessão dos nossos mártires pela nossa Igreja no Brasil, pela nossa Arquidiocese e por todo o povo de Deus seja um sinal de esperança, de testemunho, de convicção na vivência da nossa fé. Eles são um exemplo porque deram a vida, derramaram o sangue, na vivência de sua fé”.
Em 16 de junho de 1645, padre André de Soveral e outros 70 fiéis foram cruelmente mortos por 200 soldados holandeses e índios potiguares. Os fiéis estavam participando da missa dominical, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho Cunhaú – no município de Canguaretama (RN). Em 03 de outubro de 1645, três meses depois, houve o massacre de Uruaçú. Padre Ambrósio Francisco Ferro foi torturado e o camponês Mateus Moreira, morto. Os invasores calvinistas não admitiam a prática da religião católica.
Os protomártires são os primeiros mártires de uma determinada região. Considerando a Igreja católica em sua totalidade, o protomártir é Santo Estêvão.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Papa Francisco nomeia bispo coadjutor para Montenegro (RS)

Padre nomeado é da arquidiocese de Pelotas, também no Rio Grande do Sul
O papa Francisco, acolhendo a solicitação de dom Paulo Antônio de Conto, de poder contar com a colaboração de um coadjutor, nomeou nesta quarta-feira, 22, padre Carlos Rômulo Gonçalves e Silva como bispo coadjutor de Montenegro (RS). Atualmente, o presbítero exerce a função de vigário geral da arquidiocese de Pelotas (RS).
Natural de Piratini (RS), padre Carlos Rômulo Gonçalves e Silva nasceu no dia 24 de janeiro de 1969. Recebeu a ordenação sacerdotal em 08 de dezembro de 1994, em sua cidade natal. É graduado em Filosofia pela Universidade Católica de Pelotas e em Teologia, pelo Instituto de Teologia Paulo VI. Possui mestrado em Teologia Espiritual pelo Instituto de Espiritualidade da Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma. 
Na arquidiocese de Pelotas, padre Carlos atuou como assistente do Seminário Menor; assistente do Propedêutico e assistente da Filosofia. Também foi vigário paroquial, pároco, reitor do seminário e coordenador das missões populares e do Serviço de Animação Vocacional.
Atualmente, o presbítero é vigário geral da arquidiocese de Pelotas e responsável pela pastoral no colegiado, além de ser coordenador de Teologia e da Escola Diaconal Arquidiocesana.

terça-feira, 21 de março de 2017

Conselho Permanente da CNBB aprofunda reflexão sobre a realidade econômica brasileira

Segundo economista, razões da crise passam por equívocos nas políticas monetária, cambial e fiscal por parte dos últimos governos
Convidado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), o economista Júlio Miragaya, fez uma exposição sobre as razões da atual crise econômica brasileira. Ele apontou para equívocos recentes nas políticas monetária, cambial e fiscal por parte dos últimos governos. As consequências desses equívocos, além de outras, comprometeram o desenvolvimento econômico atingindo a produção industrial e gerou alto desemprego.
Miragaya lembrou os remédios receitados pelo capital financeiro para superar a crise atual: ajuste fiscal e reformas. Algumas sugestões de medidas que poderiam ser adotadas, segundo o economista: mudar o modelo tributário; preservar os direitos sociais e as políticas públicas de valorização do trabalho; mudar a política macroeconômica; combater a concentração da renda e da riqueza. O economista fez algumas previsões econômicas para este ano de 2017.
Os bispos tiveram oportunidade de questionar o economista sobre alguns pontos da exposição feita. A palestra de Miragaya respondeu pela prática do Conselho Permanente da CNBB que, em suas reuniões ordinárias, sempre dedica espaço para a análise da conjuntura brasileira.
Foto: Maurício Sant´Ana/CNBB

Bispos se manifestarão sobre o momento nacional

Uma ampla pauta de assuntos importantes da vida da Igreja no Brasil será discutida pelos bispos
A emissão de uma Nota Oficial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) sobre o momento atual da realidade brasileira foi aprovada como ponto da pauta de trabalhos da reunião do Conselho Permanente da Conferência que é composto pelos presidentes das comissões pastorais e os presidentes dos regionais. O encontro, na sede da entidade, em Brasília (DF), começa nesta terça-feira, 21 de março, e se estende até o dia 23, quinta-feira, ao meio dia.
Presidido pelo cardeal arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, dom Sergio da Rocha, o encontro também acolhe participação de representantes dos organismos ligados à Conferência e assessores especiais e aqueles que servem nas comissões pastorais. A pauta da reunião contempla vários outros pontos importantes da vida da Igreja no Brasil. O encontro teve início com uma celebração de abertura dedicada a Campanha da Fraternidade deste ano.

Foto: Maurício Sant´Ana/CNBB

quinta-feira, 9 de março de 2017

Setor Litúrgico apoia criação de especialização em “Espaço Litúrgico: Arquitetura e Arte Sacra"

Inscrições já estão abertas
Com o apoio e o incentivo do Setor de Espaço Litúrgico da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal) criou o curso de especialização em “Espaço Litúrgico: Arquitetura e Arte Sacra”. As inscrições já estão abertas e as aulas do primeiro módulo ocorrerão de 03 a 21 de julho.
O curso cria um espaço de ensino e pesquisa relativa à temática proposta e possibilita formar especialistas capazes de criar, edificar, organizar, conservar e adaptar os lugares da celebração e as obras destinadas ao culto da Igreja, à luz da Ciência Litúrgica e de estudos interdisciplinares afins. De acordo com o assessor do Setor de Espaço Litúrgico, padre Thaigo Faccini Paro, o curso é um importante “instrumento na reflexão e capacitação dos profissionais e agentes de pastoral litúrgica envolvidos com o espaço celebrativo”.
O especialista em Espaço Litúrgico, Arquitetura e Arte Sacra será capacitado para atuar nas áreas da pesquisa, do ensino, da pastoral litúrgica e do trabalho profissional para o qual será habilitado. Por isso, com as orientações da CNBB, será proporcionado o desenvolvimento integrado de conhecimentos, valores e competências nos níveis: individual, de equipe e organizacional, em coerência com os critérios oriundos do Concílio Vaticano II.
A formação será composta por três módulos, em caráter intensivo, nos meses de julho. Haverá aulas nos turnos matutino e vespertino, das 8h às 17h45. O interessado deverá fazer a inscrição até o dia 15 de junho, por meio do link: http://unisal.br/cursos/espacoliturgico/
Abaixo, segue a estrutura curricular: 
1º Módulo
– Fenomenologia e Teologia I
– Espaço Litúrgico – I
– Arte Sacra e Linguagens – I
– Pesquisa e Produção Científica – I
2º Módulo
– Fenomenologia e Teologia – II
– Espaço Litúrgico – II
– Arquitetura e Patrimônio – I
– Arte Sacra e Linguagens – II
– Pesquisa e Produção Científica – II
3º Módulo
– Fenomenologia e Teologia – III
– Arquitetura e Patrimônio – II
– Arte Sacra e Linguagens – III

Amazônia

Ocorrências foram nos estados brasileiros do Maranhão, do Amazonas e do Acre e no vizinho Equador
Comunidades da Amazônia vão apresentar à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) casos de violações direitos humanos e de degradação da natureza. No próximo dia 17, o arcebispo emérito de São Paulo e presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam), cardeal Cláudio Hummes, irá a Washington, nos Estados Unidos, acompanhando os representantes de comunidades que irão expressar a problemática delicada e urgente que as populações indígenas e a própria Amazônia sofrem na atualidade.
Serão apresentados à CIDH quatro casos em que os direitos humanos e os direitos da natureza estão sendo afetados, os quais ocorreram nos estados brasileiros do Maranhão, do Amazonas e do Acre e no Equador.
“Esta audiência na CIDH faz parte de um processo de Formação em Promoção, Defesa e Exigibilidade de Direitos Humanos que acompanha a Repam nos países amazônicos”, explica dom Cláudio. Entre os objetivos estratégicos da Repam há um eixo referente à incidência sociopolítica e promoção de direitos humanos. Neste sentido, “há uma espécie de escola que se desloca para as comunidades locais, capacitando as pessoas para a realização deste trabalho”, sublinha o cardeal. As atividades do grupo já identificaram casos de violações nas comunidades, muitas vezes ligados à questão da mineração. De acordo com o presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), já são mais de 10 processos encaminhado à CIDH. 

Casos 

Do Brasil participarão do encontro representantes da comunidade campesina de Buriticupú, no Maranhão, afetada pela concessão de suas terras à atividade ferroviária e para a extração de minerais, o que produz uma grave deterioração de suas condições de vida. 
Também apresentarão seu caso à CIDH, as comunidades indígenas Awajún y Wampís. Parte de seu território, localizado no estado do Amazonas, pretende ser concedido sem a devida consulta, de acordo com a Repam. O povo indígena Jaminawa Arará, localizado no estado de Acre também fará parte do encontro. Eles pedem urgência na demarcação de seus territórios, para que seja possível viver com segurança e não serem vítimas de saques ou invasão de suas terras.
Da Amazônia equatoriana irão indígenas e camponeses de Tundayme, afetados pelos interesses de empresas mineradoras de ouro e cobre que provocaram contaminação de rios e despejos forçados de seus lugares de habitação.
“Na qualidade de presidente da REPAM, permito-me invocar à CIDH e à consciência mundial a não esquecermos dos pobres que vivem na Amazônia. A não esquecer que devemos assumir com maior convicção e firmeza o cuidado e a defesa do conjunto do Bioma Amazônico, que é fonte de vida para toda a Criação, que é uma esperança para assegurar uma Casa Comum digna para as novas gerações”, ressalta o cardeal Cláudio Hummes.

Cooperação

Em agosto de 2016 foi assinado um acordo de cooperação mútua com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA), o que torna possível à Repam expressar a problemática delicada e urgente que as populações indígenas e a própria Amazônia estão sofrendo. “Este acordo propicia a ambas as partes não interesses institucionais, mas o interesse de poder defender a vida e os direitos humanos das pessoas, especialmente dos pobres e das comunidades indígenas da Amazônia”, afirmou o arcebispo de Huancayo, no Peru, e referencial da Repam no Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), dom Pedro Ricardo Barreto Jimeno.
O acordo busca a promoção, a defesa e a exigência de respeitar os direitos humanos na Pan-Amazônia, além de representar um incremento no acompanhamento eclesial no presente e no futuro de territórios e comunidades dos nove países da área.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

CNBB lança Campanha da Fraternidade 2017 na quarta-feira, em Brasília

"Fraternidade: biomas brasileiros e a defesa da vida" é o tema desta edição
Com o tema "Fraternidade: biomas brasileiros e a defesa da vida", a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abre oficialmente, na Quarta-feira de Cinzas, dia primeiro de março, a Campanha da Fraternidade 2017 (CF 2017). O lançamento será na sede da entidade, em Brasília (DF), e será transmitido ao vivo pelas emissoras de TV de inspiração católica, a partir das 10h45.
A campanha, que tem como lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15), alerta para o cuidado da Casa Comum, de modo especial dos biomas brasileiros. Segundo o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, a proposta é dar ênfase à diversidade de cada bioma e criar relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles habitam, especialmente à luz do Evangelho. Para ele, a depredação dos biomas é a manifestação da crise ecológica que pede uma profunda conversão interior. “Ao meditarmos e rezarmos os biomas e as pessoas que neles vivem, sejamos conduzidos à vida nova”, afirma.
Ainda de acordo com o bispo, a CF deseja, antes de tudo, levar à admiração, para que todo o cristão seja um cultivador e guardador da obra criada. "Tocados pela magnanimidade e bondade dos biomas, seremos conduzidos à conversão, isto é, cultivar e a guardar”, salienta.
A cerimônia de lançamento contará com as presenças do arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, cardeal Sergio da Rocha, do secretário geral da Conferência, dom Leonardo Steiner, e do secretário de articulação institucional e cidadania do Ministério do Meio Ambiente, Edson Duarte.
No Brasil, a Campanha já existe há mais de 50 anos e sua abertura oficial sempre acontece na Quarta-feira de Cinzas, quando tem início a Quaresma, época na qual a Igreja convida os fiéis a experimentarem três práticas penitenciais: a oração, o jejum e a esmola.
Material
Para ajudar nas reflexões sobre a temática, são propostos subsídios, sendo o texto-base o principal. Dividido em quatro capítulos, a partir do método ver, julgar e agir, o documento faz uma abordagem dos biomas, suas características e contribuições eclesiais na defesa da vida e cultura dos povos originários de cada bioma brasileiro. Também são apresentadas considerações ecológicas sob a perspectiva de São João Paulo II, Bento XVI e o papa Francisco. Ao final, são apresentados os objetivos permanentes da Campanha, os temas anteriores e os gestos concretos previstos para esta edição, sendo o principal a Coleta Nacional de Solidariedade.
Os subsídios da CF 2017 estão disponíveis no site da editora Edições CNBB. É possível fazer o download do arquivo com todas partituras das músicas da CF 2017 e da Quaresma, entre elas o Hino Campanha, de autoria do padre José Antônio de Oliveira e Wanderson Freitas. Os interessados poderão baixar ainda o cartaz da CF e os spots de rádio, TV e internet preparados para a ocasião.