terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Celmu chega à 26ª edição

Realizado anualmente no mês de janeiro, aconteceu de 04 a 14 de janeiro, em São Paulo (SP), o 26º Curso Ecumênico de Formação e Atualização Litúrgico-Musical (Celmu), promovido por várias entidades que dialogam na dimensão ecumênica e com o apoio do setor de Música Litúrgica da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A edição deste ano reuniu cerca de 80 agentes de várias dioceses brasileiras e membros de outras igrejas.
O curso é dividido em três etapas, desenvolvidas uma a cada ano, com vistas ao aprimoramento de percepções e habilidades musicais de compositores, letristas, animadores de canto, regentes e instrumentistas que estejam engajados nas ações litúrgico musicais e que garantam o efeito multiplicador nas comunidades. A formação tem a intenção de proporcionar o conhecimento de novas ferramentas e maneiras de trabalhar a música nas comunidades locais. O Celmu ainda possui uma quarta etapa oferecida como reciclagem e aprofundamento de temas. 
Os alunos do Celmu são leigos, religiosos e religiosas, padres, seminaristas e diáconos, que são enviados todos os anos por dioceses e paróquias que reconhecem a importância da formação Litúrgico Musical para os músicos membros da Pastoral Litúrgica local. A organização do curso destacou o grande número de jovens presentes. Neste ano por exemplo, mais da metade dos inscritos era de jovens interessados em obter formação litúrgica e musical para melhor servir em suas comunidades. “A vivência musical é marcada pela alegria contagiante do jovem, onde suas vozes com louvores dos mais diversos carismas ecoam não só na hora dos estudos, mas em todos os lugares, como nos restaurantes e no transporte coletivo, despertando em todos a curiosidade e a emoção de ouvir hinos de louvores tão bem executados de forma tão espontânea”, afirma a organização do curso.
Um dos professores do curso é o ex-assessor do Setor Música Litúrgica da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB, Eurivaldo Ferreira. Ele explica que o Celmu quer dar oportunidade à criação de momentos e espaços favoráveis para o conhecimento e fazer litúrgico-musical, voltado a pessoas que se dispõem a serem multiplicadoras e animadoras da formação litúrgico-musical nas bases. “Ele quer fomentar a formação para a música litúrgica, auxiliando as comunidades do Brasil, a fim de que possam expressar, cantando uma música que ajude a vivenciar o Mistério Pascal, força propulsora da própria música litúrgica, presente e celebrado nos diversos momentos do Ano litúrgico nas diversas comunidades e congregações cristãs que se unem em suas assembleias no Dia do Senhor”, afirma.
Entre os especialistas que compõem o corpo docente, estão o músico e compositor litúrgico padre José Weber, frei Joaquim Fonseca, maestro Nibaldo Araneda, maestro Rogério Toledo, padre Jair Costa, Eurivaldo Ferreira, entre outros. Nas quatro etapas formativas são oferecidas disciplinas como Canto coral, Canto gregoriano, Educação Musical, História da Música Cristã, Liturgia, Percepção Musical, Prática Instrumental, Prosódia, Regência, Cultura Popular, Fisiologia da Voz, Técnica do Canto, Técnica Vocal e Teoria Musical.
Os participantes relatam que durante os 11 dias de realização da formação vivenciam “uma jornada incrível de partilha, comunhão e irmandade”. Para eles, ao unir vozes e instrumentos de pessoas dos mais diversos lugares e realidades do Brasil, que semanalmente servem à Liturgia por meio da música, descobrem que o anseio é o mesmo: “Entregar a Deus os dons e ajudar por meio da música a conduzir a assembleia litúrgica para melhor viver o Mistério Pascal de Cristo. Cada um retorna para suas casas com uma bagagem inesquecível cheios de vontade de multiplicar o conhecimento, inevitavelmente com novos amigos do Brasil inteiro e contando os meses para voltar para a próxima etapa”.
O próximo Celmu acontece em janeiro de 2018, no Colégio Cristo Rei, localizado na Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, 658 Bairro de Vila Mariana, em São Paulo (SP). A secretaria do curso está localizada na rua Afonso de Freitas, 704 Paraíso, São Paulo (SP) e atende pelo e-mail secretaria@celmu.com.br e pelo telefone (11) 3885-5025. Mais informações no site celmu.com.br.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

"A Igreja tem tem dado historicamente grandes contribuições nas áreas de cultura e educação em nosso país”, afirma dom João Justino

Bispo detalha os planejamentos da Comissão para a Cultura e a Educação da CNBB
Há quase dois anos como presidente da Comissão para a Cultura e a Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom João Justino de Medeiros Silva destaca a importância do trabalho desenvolvido pela Comissão e fala sobre os planejamentos deste ano para as áreas de educação e cultura. A entrevista foi concedida ao programa “Igreja no Brasil”, produzido pela CNBB.
A começar pelos objetivos, dom João Justino destacou que a Comissão tem por missão acompanhar a cultura e a educação no país. “Nós poderíamos resumir dizendo que cultura e educação são dois aspectos da vida das pessoas e da sociedade em que todos estão envolvidos, principalmente nós também, cristãos católicos. A Igreja tem o grande cuidado com a educação e com a cultura e tem dado historicamente grandes contribuições nessas áreas”, disse.
Já sobre as atividades desenvolvidas pela Comissão, o bispo explicou que elas são baseadas em quatro âmbitos de atuação, são eles: o Setor da Cultura, o Setor Universidades, o Setor Educação e o Setor Ensino Religioso Escolar. De acordo com ele, tais segmentos realizam diversos projetos que vão desde a elaboração de encontros a cursos. Em 2016, por exemplo, dom João Justino citou que o Setor Universidades realizou encontros regionais e nacionais e destacou a atuação do assessor, padre Danilo Pinto dos Santos.
“Eu destacaria a atuação do nosso assessor para o Setor Universidades, padre Danilo Pinto, que é do clero da arquidiocese de Salvador e que tem feito um trabalho de contato pessoal, que vai descobrindo nas dioceses experiências de trabalhos junto às comunidades universitárias. Com isso, ele vai encontrando líderes e propondo encontros em que esses líderes diocesanos começam a partilhar suas experiências e a estudar o projeto do Setor Universidades, fortalecendo-o em seus próprios regionais”, enfatizou o bispo.

Prioridades para 2017

Quando questionado sobre as prioridades da Comissão para este ano, dom João Justino fez questão de considerar cada setor. No Setor Universidades, destacou a continuidade da articulação dos regionais, processo que segundo ele já está em curso e tem sido “exitoso”. Também falou sobre a realização do IV Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos (EBRUC), que ocorrerá no mês de setembro, em Manaus (AM). “Uma série de encontros, atividades, trabalhos estão sendo realizados na perspectiva de preparar esse grande encontro. É uma experiência que vai enriquecer todos que vão participar e poder contribuir”, disse.
No Setor Educação, dom João Justino afirmou que a meta para este ano é continuar o estudo do texto-base das Diretrizes Gerais da Pastoral da Educação, que já vem sendo feito em todas as dioceses. Além disso, o setor pretende realizar encontros nas regiões do país. “Cada região realizará o seu encontro, na perspectiva de conhecer mais o trabalho desenvolvido pela Pastoral da Educação, fortalecendo essa missão que a Igreja no Brasil incentiva nas dioceses”, pontuou.
Já em relação ao Setor Ensino Religioso, dom João Justino cita que haverá oportunidade de um encontro com os bispos que acompanham, nos regionais, o ensino religioso. Na ocasião, eles vão tratar de questões pertinentes ao setor. “Certamente outras questões estão sendo pensadas como também nesse caso aí, especificamente, a discussão de uma proposta de uma grade curricular para o ensino religioso, que facilitaria sobretudo não apenas para os professores, mas também para as editoras que publicam textos de ensino religioso”, garantiu.
Por último, do ponto de vista do Setor Cultura, o bispo disse que este ano, o objetivo é investir na formação de agentes da Pastoral da Cultura, pois de acordo com ele, a Igreja tem muitas ações neste campo, mas nem sempre os agentes que atuam compreendem que se trata de um trabalho pastoral nesta área.  “Entender o que é a Pastoral da Cultura, criar uma compreensão adequada da atuação neste âmbito tem sido uma preocupação deste setor, que inclusive organizou um curso para agentes da Pastoral da Cultura, que acontece em parceria com a PUC Minas”, concluiu.

Sinodalidade 

A Comissão para a Cultura e a Educação da CNBB além de ter o apoio dos Setores, também conta com a contribuição das pastorais, o que favorece a chamada “sinodalidade”, a qual dom João Justino classifica como “ a participação de todos”.
“O tema da sinodalidade tem sido retomado pelo papa Francisco, que no ano de 2015 ao encerrar o Sínodo sobre a família e celebrar os 50 anos desta instituição na Igreja - do Sínodo dos Bispos - insistiu na sinodalidade como uma característica da vida eclesial. Não se trata apenas de pensar a sinodalidade enquanto o Sínodo, mas a sinodalidade enquanto na base, o que significa a participação de todos na vivência da sua fé batismal, sempre na busca de um projeto em comum, esse projeto comum obviamente é delineado pela principal missão da Igreja que é evangelizar. Quanto mais as pessoas participam, dialogam, encontram mecanismos de participação mais favorecem a sinodalidade”, defendeu o bispo. 
No final do programa, dom João Justino agradeceu especialmente o laicato, que de acordo com ele tem contribuído de modo expressivo para a missão da Igreja. “Desejo que vocês que estão atuando no campo da cultura e da educação estejam sempre mais dispostos a trabalhar juntos nas suas igrejas locais, nas suas dioceses, mas também com esse projeto de toda a igreja no Brasil. Peço ao Senhor que abençoe a vida de vocês”, finalizou.
O programa que conta com a participação de dom João Justino vai ao ar de 22 a 28 de janeiro, nas principais emissoras católicas do país. Não deixe de acompanhar! 

Encontro de Atualização para Presbíteros: “É para cuidar dos cuidadores”

Segunda semana do encontro contou com a participação de dom Esmeraldo Barreto de Farias
“A vida e a missão do padre vão além da sua função. Ele deve convocar toda a Igreja para se colocar a caminho. Jesus é missionário por excelência e está sempre em constante saída. A missão é a vocação primeira de todo cristão”. Foi com estas palavras que o bispo auxiliar de São Luís (MA), dom Esmeraldo Barreto de Farias iniciou a segunda semana do Encontro de Atualização para Presbíteros, que está acontecendo desde o dia 02 de janeiro, em Cachoeira do Campo (MG).
O evento, que reúne cerca de 28 presbíteros de várias partes do Brasil conta com uma série de palestras e convidados como é o caso do padre Ivanaldo Mendonça, que compartilhou suas experiências pastorais com os presentes. “A pastoral precisa ser planejada e sistematizada. Ela é ação de conjunto, estratégica e orgânica”, disse.
Já o presidente da Comissão Nacional dos Presbíteros, padre Adelson da Silva, falou sobre a Pastoral Presbiteral. Tratou sobre sua importância, necessidade e urgência, o que fez com que os participantes refletissem sobre o desafio de se criar uma “cultura da Pastoral Presbiteral”. “Refletimos sobre a caridade e a maturidade pastoral”, afirmou. 
A semana foi encerrada com uma análise de conjuntura eclesial, orientada pelo padre Ronaldo Mazula. “Conversamos sobre a restauração e a reforma na Igreja. Hoje a realidade não é mais monolítica, mas fragmentada e líquida. Temos vários modelos e cenários de igreja (...). “Temos que confiar no Espírito Santo. O papa Francisco foi uma surpresa para todos nós, por isso, nossa tarefa agora é viver uma fidelidade criativa ao carisma da Igreja”, finalizou.
O Encontro de Atualização para Presbíteros segue até o dia 22 de janeiro. Até lá os participantes desenvolverão ainda partilhas e falarão sobre suas atividades pastorais missionárias.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Nomeado bispo para Oeiras (PI): Dom Edilson Soares Nobre

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 diocese

Cidade do Vaticano (RV) – Depois de um ano vacante, a Diocese de Oeiras (PI) ganhou um novo bispo esta quarta-feira (11/01). O Papa nomeou o Pe. Edilson Soares Nobre, atualmente Vigário Geral da Arquidiocese de Natal (RN).
Dom Edilson nasceu em 9 de maio de 1965 em Touros (RN). Estudou Filosofia e Teologia no Seminário Maior “São Pedro”, em Natal e Comunicação Social na Pontifícia Universidade Salesiana de Roma. Foi ordenado em 1991.
Desempenha várias atividades na Arquidiocese de Natal: além de ser Vigário Geral, é Pároco da Paróquia de Sant’Ana – Campim Macio; Coordenador Arquidiocesano do Setor de Comunicação; Membro do Colégio de Consultores; Membro do Conselho Episcopal; Membro do Conselho Presbiteral e Membro do Conselho de Assuntos Econômicos.
O município de Oeiras se localiza no centro do estado do Piauí e tem cerca de 37 mil habitantes.
Fonte: RV

Papa Francisco nomeia arcebispo de Aracaju

Dom João José Costa assume governo pastoral após acolhida de renúncia de dom José Palmeira Lessa
O papa Francisco acolheu, nesta quarta-feira, dia 18 de janeiro, o pedido de renúncia ao governo pastoral da arquidiocese de Aracaju (SE) apresentado por dom José Palmeira Lessa (à esquerda), em conformidade com cânon 401§ 1 do Código de Direito Canônico. O comunicado da Nunciatura Apostólica no Brasil informa ainda que, em consequência, assume o governo da Igreja particular o atual bispo coadjutor, dom João José Costa (à direita).
Dom José Palmeira Lessa completa 75 anos hoje. Ordenado bispo em 24 de agosto de 1982, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), foi bispo auxiliar naquela arquidiocese, acompanhante de Pastorais no regional Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e na arquidiocese do Rio, bispo de Propriá (SE), responsável pela Cáritas do regional Nordeste 3, além de membro do Conselho Diretor Nacional do Movimento de Educação de Base (MEB). Dom Lessa estava em Aracaju desde 1996, quando foi nomeado coadjutor.

Novo arcebispo

Dom João José Costa é natural de Lagarto (SE), nasceu em 24 de junho de 1958. Membro da Ordem do Carmo, fez sua profissão religiosa em 2 de janeiro de 1986. Foi nomeado bispo da diocese de Iguatu (CE) em 07 de janeiro de 2009. Escolheu o lema “Servo por amor”. Em sua trajetória, dom João José já atuou como conselheiro da Província Carmelita, foi formador nas etapas de Postulantado e Filosofia na Província, trabalhou na Pastoral Carcerária, prestou assistência espiritual na Fazenda Esperança, em Lagarto (SE). Ao ser nomeado bispo, era prior do Convento do Carmo de São Cristóvão (SE). Dom João é o atual presidente da Cáritas Brasileira no período de 2016 a 2019.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Dom Damasceno se despede da arquidiocese de Aparecida

O programa Igreja no Brasil, produzido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) homenageia a até o próximo sábado, 21, o cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo emérito de Aparecida (SP). Nesta edição, o programa traz uma entrevista especial com o cardeal que conta um pouco de sua trajetória e missão como sacerdote e bispo.
Na última sexta-feira, dom Damasceno se despediu da arquidiocese de Aparecida (SP) com uma celebração solene, no Santuário Nacional. O cardeal deixa a arquidiocese depois de 13 anos dedicados à casa da Rainha e Padroeira do Brasil. A missa foi presidida no Altar Central, onde, por diversas vezes, o cardeal se pronunciou a respeito de assuntos importantes para a Igreja no Brasil e para os seus fiéis. Em seu discurso, dom Damasceno destacou os frutos alcançados naquela Igreja particular. “Os frutos colhidos hoje são resultado do trabalho dedicado na ação evangelizadora do clero, os religiosos, leigos e agentes de pastoral em nossas paróquias e santuários”, afirmou o cardeal.
Ele ainda expressou seus agradecimentos e seu sentimento de dever cumprido. “Muitas memórias passam no meu coração, são muitos fatos e acontecimentos nesses 13 anos à frente da arquidiocese. Aparecida é o lugar da manifestação do amor de Deus para povo brasileiro”, afirmou.
Dom Damasceno foi o quarto arcebispo de Aparecida (SP). Assumiu o cargo em 2004, após 44 anos servindo à arquidiocese de Brasília (DF). Sua renúncia, por idade, foi aceita pelo papa Francisco no dia 16 de novembro, aos 79 anos.
Dom Orlando Brandes, nomeado para o cargo, toma posse no dia 21 de janeiro, sábado, às 9h, no Santuário Nacional.
De volta a Brasília, dom Damasceno continuará trabalhando nas presidências da Comissão Episcopal para o Acordo Brasil - Santa Sé e do Centro de Estatística Religiosa e Intervenções Sociais, ambas na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNNB). Já no Vaticano, ele continua como membro do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais e da Pontifícia Comissão para América Latina.

Atuação na CNBB

Em 1995, dom Damasceno foi eleito secretário geral da CNBB, cargo que exerceu por dois mandatos até 2003. Em abril de 2011, foi eleito presidente da Conferência, para o mandato de 2011 a 2015.
Com informações do portal A12.com
Fotos: Denílson Luís/Santuário Nacional

Arcebispo de Natal emite nota sobre massacre em penitenciária do Rio Grande do Norte

Dom Jaime Vieira: "Nossa prece e atenção por esses momentos trágicos de violência e de morte"

O arcebispo de Natal (RN), dom Jaime Oliveira Rocha, emitiu nota à arquidiocese, à sociedade e aos homens e mulheres de boa vontade a respeito do fato do massacre ocorrido na noite deste sábado, 14 de janeiro, quando pelo menos dez presos foram assassinados durante uma briga entre facções criminosas na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, região metropolitana de Natal.

Leia a Nota:


ARQUIDIOCESE DE NATAL


Nota do Arcebispo de Natal sobre a situação da Penitenciária de Alcaçuz



Irmãos e irmãs,

Acompanhamos, com muito pesar e tristeza, os últimos acontecimentos ocorridos na Penitenciária Estadual de Alcaçuz. Nossa prece e atenção por esses momentos trágicos de violência e de morte. Sem dúvida, é necessária uma urgente reflexão sobre as condições dos nossos presídios. Suplicamos ao bom Deus para que apazigue os ânimos daqueles nossos irmãos a fim de que renunciem à violência, e a sociedade e o Estado busquem o diálogo e encontrem caminhos para enfrentar a problemática que envolve o nosso sistema prisional. Em todas as missas, hoje, no momento da Oração da Assembleia, coloquemos nas intenções a súplica implorando a compaixão do nosso Deus por aqueles que perderam a vida e por todos os que se encontram nos presídios que, como bem disse o Papa Francisco, devem ser lugares de humanização e de esperança de mudança. Deve ser ideal de todos os brasileiros construir uma Pátria de cidadãos com oportunidades de vida digna, direitos e deveres para todos, e não uma Pátria de excluídos e marginais.



Natal, 15 de janeiro de 2017

Dom Jaime Vieira Rocha

Arcebispo de Natal